terça-feira, 15 de julho de 2008


Tenho a nítida impressão de ser caótico, incoerente, diverso, sou apenas aquilo que chamamos de possibilidade. É assim que sou é assim que a maioria dos seres humanos são. Não cabe a ninguem julgar. O que cabe é a experiência, a certeza de estar vivenciando tudo que a nós possa interessar. Sou hedonista, nem tanto quanto os sofistas, mas acredito que o prazer de estar vivo passa pelas sensações... E elas são tantas, intensas ou não, elas pairam no ar a espera de quem tenha a sensibilidade de pegar. " Cada um sabe a delícia e a angústia de ser o que é". Assim, caminhamos em busca de algo que nem sempre sabemos o que é... Porém, saber para qual finalidade? Quantas vezes é melhor saber ou viver? Se penso que sei, não faço. Se faço sem saber, regozijo. Saber e regojizar-se. Qual escolher? Somos contraditórios por natureza e naturalmente somos compelidos, um para o outro, vezes... Quantas vezes mais? O importante de se refletir sobre questões tão estranhas é que podemos verificar a fragilidade de nossa ânima e perceber a inquietude, o fogo que ainda arde, a brasa que queima, o frio na espinha... Aquela coisinha que sentimos subindo e descendo na barriga, uma sensação comum quando se tem dezessete anos... " Volver a los dezessete"...Sexo é exercício que fortalece a ânima. Amor é tolerância. Será que teremos outras vidas? Ou ela será apenas um fluxo perpétuo? Não importa...O importante é a compreensão hedonista da vida e acreditar no imponderável.

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