segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009


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A simbologia das palavras
Por Hélio Strassburger
16 de novembro de 2008

“No interior das frases, ali mesmo onde

a significação parece ter um apoio mudo em

sílabas insignificantes, há sempre uma nomeação

adormecida, uma forma que guarda fechado entre

suas paredes sonoras o reflexo de uma

representação invisível e todavia inapagável.”

Michel Foucault




A sensação de que as palavras nem sempre conseguem traduzir as manifestações do espírito não é nova. Mesmo quando se pensa esclarecer adequadamente seus segredos, a natureza logo surge sob nova roupagem. Como se quisesse dizer algo mais, nas contradições a denunciar um só olhar.

Na pluralidade dos eventos da vida, a expressividade de cada pessoa se manifesta – também - como incompletude. Parcialidade dos processos de re-significação e viver descontinuado, por onde outras verdades seguem incontáveis. Meandros de invisibilidade em busca dessas realidades entreabertas.

Ao esconde-esconde das narrativas, miragens de múltiplas faces estruturam seu viés de esquiva e rasuram a versão estruturada nas unanimidades. Indícios de estranheza tornam legíveis as singularidades transgressoras, ao revelar refúgios na trama discursiva dos convívios. Encenação a desvelar novas coreografias no território simbólico da subjetividade.

Michel Maffesoli assim refere: “É instrutivo observar que, além da ‘língua oficial’, a do pensamento conforme, existe uma multiplicação de idiomas, discursos tipicamente tribais, enraizados nas práticas cotidianas, de qualquer ordem que sejam: musicais, esportivas, sexuais, culturais e até políticas ou mesmo intelectuais.”

Nesses lugares-esconderijo, onde nem tudo é possível descrever adequadamente, também se pode sentir-perceber rastros de outras línguas. Um estranho devir desses exílios da pluralidade – em um só - segue incontável. Ao abrigo de um mundo só seu a pessoa aprecia desligar-se da objetividade. Experiencia ânimos de paradoxo a embalar sonhos de aspecto irreconhecível.

No mosaico das tentativas para ler as verdades delirantes, se demonstra à escassez das lógicas da tradição. Referencial empobrecido na diversidade dos eventos inclassificáveis ao viver singular.

As impressões e apontamentos desses achados, mesmo quando levados ao pé da letra, pela literalidade das transcrições, é incapaz de esgotar a imensidão humana ainda sem vocabulário. A espessura das brumas parece aumentar a dificuldade para as epistemologias do consenso. O visar desconexo insinua seus vislumbres em uma linguagem embaçada.

Heidegger ajuda a decifrar o viés paradoxal presente nas teias discursivas: “Tanto mais um pensamento é original, mais rico torna-se o seu impensado. O impensado é o maior dom que um pensamento pode oferecer.”

A busca por adequar convívios elabora semelhanças, facilmente confundidas como igualdade. As lógicas para manutenção de uma só verdade, demonstram sua fragilidade ao querer excluir as diferenças. Ao olhar das pretensas certezas, resta a subversão dessas releituras contrariadas. Assim a diversidade pode se constituir em algo mais que exceção, pode significar ameaça aos códigos consagrados.

Os múltiplos personagens da ficção se alternam em palavras ainda sem sentido. Rumores exóticos apressadamente classificados nalguma forma de insensatez. Na interseção com os devaneios as expressividades podem fazer ver outros recantos do existir.

No caso da desrazão, sua manifestação discursiva aprecia conter segredos vistos como teatralização. Para além desse jogo de cena, o ‘louco’ escolhe quem vai merecer sua tradução das coisas que vê, escuta e sente. Hieróglifos de aspecto ilegível na contradição significativa com as analíticas de uma forma só.

Ernst Cassirer compartilha: “É característico da natureza do homem não estar limitado a uma única abordagem específica da realidade, mas poder escolher seu próprio ponto de vista e assim passar de um aspecto das coisas para outro.”

Um ser mutante movimenta-se entremeios de lógica difusa. De aspecto insignificante, seus ditos de maldição contêm ânimos de distorção. Sua atitude nômade e de saber errático pode acentuar crises e mudanças ao seu redor. Uma pessoa a inspirar-se na mobilidade inexplorada dos rituais.

Ao olhar delirante a realidade se reapresenta como um espetáculo sempre novo. Incontáveis dialetos ultrapassam as fronteiras do verso bem alinhado. Parece querer dizer algo mais, nos simulacros de ser indizível. Paradoxos de sagrado e profano parecem escolher suas dialéticas para anunciar outras fontes de saber, quem sabe até, uma epistemologia da loucura.

Talvez o dicionário tão íntimo de cada um, possa oferecer algum esboço para fora de si. A prosa diária dos convívios segue percursos nem sempre lineares de entendimento e compreensão. Sons indescritíveis apreciam a diversidade, até então impensável, dos jeitos de ser incomum. Um logos de originalidade se camufla no dizer incerto das circunstâncias.

Na ótica da ciência objetiva, a pessoa internada pode dizer coisas incríveis. Significados ainda sem representação, podem desvendar exílios intermináveis. Lucidez desatinada no esboço ainda sem sentido, entremeios de ontem e amanhã.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

E a vida segue seu rumo, contando os dias lá vamos nós em busca de alguma nova disputa. A eleição em Rio das Ostras nos deixou algumas reflexões. A primeira é a de que podemos quebrar paradigmas sempre que entendermos essa necessidade. A segunda é que estamos de verdade aprendendo a votar. A terceira é a de que ainda existem aqueles que se escondem atrás do voto nulo, branco e das abstenções. A quarta é a de que no fundo, no fundo, bem lá no fundo, nada muda. Nossas contas continuam chegando, nossos filhos continuam aprontando, nossos pais continuam teimando, nossos banqueiros continuam ganhando muito dinheiro e o trabalhador brasileiro( a maior parte na informalidade) continua desejando o dia em que o salário mínimo realmente cobrirá todas as necessidades básicas de sua família. Segundo alguns estudos esse valor estaria próximo de R$ 1 800,00( hum mil e oitocentos reais). O paradigma da primeira reflexão foi o de que eleições em cidades pequenas são sempre ganhas por clãs, grupos que se articulam para ficar no poder por tempo indeterminado. Na segunda reflexão é fato que o exercício da cidadania feito através do voto vem proporcionando uma melhora em nossas escolhas políticas. Aqui ao lado, em Casimiro de Abreu, Antonio Marcos não nos deixa mentir e a renovação em nosso poder legislativo, embora não muito grande, corrobora com essa tese. Na terceira reflexão vimos que ainda há gente que se propõe a sair de casa para ir anular o voto, como se essa atitude fosse um protesto e que ajudasse em alguma coisa. Uma lástima que tenhamos ainda pessoas que deixem de exercer seu direito, preferindo pagar multa ou justificar a ausência, muitas vezes viajando de propósito para não votar. E em branco? O que leva uma pessoa a votar em branco? Desesperança? Incapacidade de decidir? Não há lógica nisso tudo. Em Rio das Ostras ficamos com mais ou menos 13% de abstenções. Mais de sete mil pessoas. Na quarta reflexão entendemos que o fluxo de nossas vidas continua seu caminho de forma inexorável... O show tem que continuar! Entretanto, com nossa participação no pleito, definindo nomes para trabalhar pela população, nos comprometemos com o nosso "futuro". E esse "futuro melhor" está em nossas mãos, pois somos nós que teremos que fiscalizar, participar, cobrar e vigiar todas as ações dos nossos dirigentes políticos, sejam eles do legislativo ou do executivo, sejam eles concursados ou comissionados, não importa. O que realmente vai fazer a diferença é a nossa vontade. Você, meu amigo leitor, tem vontade de que?

quarta-feira, 29 de outubro de 2008


E a vida segue seu rumo, contando os dias lá vamos nós em busca de alguma nova disputa. A eleição em Rio das Ostras nos deixou algumas reflexões. A primeira é a de que podemos quebrar paradigmas sempre que entendermos essa necessidade. A segunda é que estamos de verdade aprendendo a votar. A terceira é a de que ainda existem aqueles que se escondem atrás do voto nulo, branco e das abstenções. A quarta é a de que no fundo, no fundo, bem lá no fundo, nada muda. Nossas contas continuam chegando, nossos filhos continuam aprontando, nossos pais continuam teimando, nossos banqueiros continuam ganhando muito dinheiro e o trabalhador brasileiro( a maior parte na informalidade) continua desejando o dia em que o salário mínimo realmente cobrirá todas as necessidades básicas de sua família. Segundo alguns estudos esse valor estaria próximo de R$ 1 800,00( hum mil e oitocentos reais). O paradigma da primeira reflexão foi o de que eleições em cidades pequenas são sempre ganhas por clãs, grupos que se articulam para ficar no poder por tempo indeterminado. Na segunda reflexão é fato que o exercício da cidadania feito através do voto vem proporcionando uma melhora em nossas escolhas políticas. Aqui ao lado, em Casimiro de Abreu, Antonio Marcos não nos deixa mentir e a renovação em nosso poder legislativo, embora não muito grande, corrobora com essa tese. Domingo que vem( 26/10), no Rio de Janeiro, mais uma oportunidade de verificarmos isso. Quem sabe não da Gabeira? Não é mesmo? Na terceira reflexão vimos que ainda há gente que se propõe a sair de casa para ir anular o voto, como se essa atitude fosse um protesto e que ajudasse em alguma coisa. Uma lástima que tenhamos ainda pessoas que deixem de exercer seu direito, preferindo pagar multa ou justificar a ausência, muitas vezes viajando de propósito para não votar. E em branco? O que leva uma pessoa a votar em branco? Desesperança? Incapacidade de decidir? Não há lógica nisso tudo. Em Rio das Ostras ficamos com mais ou menos 13% de abstenções. Mais de sete mil pessoas. Na quarta reflexão entendemos que o fluxo de nossas vidas continua seu caminho de forma inexorável... O show tem que continuar! Entretanto, com nossa participação no pleito, definindo nomes para trabalhar pela população, nos comprometemos com o nosso “futuro”. E esse “futuro melhor” está em nossas mãos, pois somos nós que teremos que fiscalizar, participar, cobrar e vigiar todas as ações dos nossos dirigentes políticos, sejam eles do legislativo ou do executivo, sejam eles concursados ou comissionados, não importa. O que realmente vai fazer a diferença é a nossa vontade. Você, meu amigo leitor, tem vontade de que?

sábado, 6 de setembro de 2008





Setembro está aí. Chegou finalmente o derradeiro mês de campanha eleitoral. Desde Julho nós nos acostumamos com centenas de pessoas, coloridas, enfeitando as ruas de Rio das Ostras. Bandeiras, faixas, bicicletas (aliás, não entendi essas bicicletas. Elas ficam paradas. Estranho, né?) e muito papelzinho. Dessa vez não tivemos brindes, tais como, canetas, chaveiros, camisetas, bonés e etc. Ordens eleitorais. Aliás, essa campanha perdeu um pouco da alegria por causa de tantas restrições. Contudo, ainda acho que ficou melhor. Mais limpa. Menos barulhenta. Obrigando os concorrentes a falarem mais e assim se expondo dão ao eleitor uma oportunidade de avaliar melhor o candidato. Claro, quem não tem discurso com conteúdo ficou prejudicado, não é mesmo? Uma coisa permaneceu. Nomes engraçados. Chega a ser cômico. Se não vejamos; Caju Chaveiro- Bicho de Pé- Marcelo do Cachorro Quente-Célia das Flores- Evilásio Voador e essa impagável “IN SÔNIA”- .
Em relação à campanha majoritária o nível está legal. Em Cabo Frio, Marquinhos Mendes disputa com Jânio do PDT e Alair Corrêa. Em Macaé, Dr Aluísio desponta e põe fogo na campanha. Riverton que se cuide. Em Casimiro não tenho a menor dúvida de que a eleição está definida em favor de Zé Alexandre e Ramon. E por aqui, em Rio das Ostras, o atual prefeito cresce de forma real. Salta aos olhos nas ruas da cidade. Ganha, a eleição ainda não está, até porque eleição se ganha por um voto, não é mesmo? Então é preciso esperar a contagem final para comemorar sem sustos. Agora por que será que a campanha do atual prefeito cresceu? Tenho a impressão de que se deve a forma como ele a encaminhou. Como o prefeito não é obrigado a sair do cargo fica muito difícil ele atuar nas ruas como um candidato que está livre para só se preocupar com a campanha. Assim, muitas vezes ele é obrigado a ir a compromissos cotidianos. Solicitações da população, de empresários, políticos de outros municípios, enfim... Uma infinidade de compromissos que o prejudica no cerne do pleito. Então, só lhe restava a alternativa de se deslocar para reuniões cotidianamente, visitando famílias e dando prestígio a candidatos a vereador de sua coligação. Nessas reuniões, sem atacar o adversário político, leva suas convicções aos presentes, faz um apanhado de suas realizações e divulga seu plano de governo. Quando consegue, anda pelas ruas conversando principalmente com os comerciantes e ouvindo desses suas aflições e propostas para o setor. Quando pode, se desloca para almoçar em restaurantes diversos, prestigiando vários comerciantes do ramo de alimentação. Assim, consegue atingir o objetivo principal de uma campanha política. Qual? Prestar contas à população do que foi gasto com o erário público e ouvir da mesma população suas reivindicações, suas idéias, seus sonhos. Tenho certeza de que essa estratégia de fazer reuniões nas casas de família foi a mais acertada. Hoje não podemos mais ter showmícios, o que atraía muita gente. Hoje só podemos ter comício. O que leva o candidato a ter que fazer apenas discurso, e aí, a população menos politizada não gosta muito e acaba não comparecendo. Quando o atual prefeito relata seus feitos, cara a cara com o eleitorado, fica clara para quem assiste a satisfação dos ouvintes. Eles passam a compreender a importância que teve dar continuidade às obras iniciadas no governo anterior. Eles passam a entender que o dinheiro público precisa ser gasto com responsabilidade. E entende que não se pode comparar oito anos com apenas três e meio. Não é justo. Essa é a verdade! Que nos próximos dias a população possa refletir de forma séria sobre o que deseja para a nossa cidade. Se quer uma administração voltada para o desenvolvimento econômico ou outra, que de mais valor ao marketing e a projetos mirabolantes que muitas vezes não saem do papel? O bom senso da população dirá.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Ando pelas ruas e as pessoas me param. “E aí Huebra! Quem ganha essa eleição?” Sorrio e digo que se tivesse uma bola de cristal, talvez pudesse responder a tal indagação. Contudo, numa conversa rápida exponho alguns pontos de vista que nos leva, a mim e ao meu conhecido, a acreditar numa vitória do atual prefeito, Carlos Augusto. É sabido que os olhos do ser humano, ainda no melhor dos casos, já que isso não significa uma deficiência do órgão visual, não percebem com exatidão tudo quanto fitam. Várias vezes se fazem apreciações equivocadas mesmo achando terem feito a descrição exata do que se tinha visto. É preciso pousar a vista de forma mais apurada, com mais atenção.
Se não vejamos: Depois de tantos anos abandonados, a região compreendida pelos bairros do Palmital, Cidade Praiana, Serramar e adjacências finalmente foi assistida com uma ampla reforma urbanística, patrocinada pela Odebrecht, que terá sua conclusão efetivada, salvo algum atraso em função de questões meteorológicas, ainda no primeiro semestre de 2009. Ruas totalmente asfaltadas com esgoto e água. Isso chamamos de SANEAMENTO BÁSICO. O bairro do Mariléia se transformou em apenas três anos. Costazul, Recreio, Ouro Verde, enfim... Toda aquela área que antigamente denominávamos apenas de Costazul está totalmente urbanizada, faltando apenas em parte dessa área, mais precisamente lá pelos lados da baleia, a tão fundamental água. Então... Trata-se de uma administração voltada para o desenvolvimento econômico. A Zen-Zona Especial de Negócios-finalmente conseguiu alavancar. Sair do entrave estrutural, pois foi nesse governo que se possibilitou o asfaltamento, água, iluminação, enfim... Criou-se a tão necessária infraestrutura para que empresas pudessem realmente se instalar e produzir as tão sonhadas vagas de emprego. E assim seguimos apurando nossa visão. Até hoje políticos são criticados por não darem continuidade às obras de outros políticos. Num passado nem tão longe assim, nos lembramos dos CIEPS, obra dos saudosos Darci Ribeiro e Leonel de Moura Brizola. Aqui mesmo, pertinho, em Barra de São João, aquele Brizolão ficou anos a fio abandonado. Digo isso, pois o atual prefeito Sr Carlos Augusto, teve a inteligência e sensibilidade de não deixar de concluir todas as obras que a antiga administração havia começado. Ora, meu querido leitor, isso é uma virtude. A atual administração inaugurou a Estação de tratamento de esgoto-ETE-e concluiu o Píer que direciona a tubulação que levará o esgoto tratado para distantes 4 Km da costa. Escolas construídas de forma mais sólida, com tecnologia avançada, propiciando mais espaço e consequentemente mais vagas para os munícipes. Investimento maciço em recursos humanos, proporcionando aos servidores plenas condições de desenvolvimento pessoal, o que acaba acarretando melhorias salariais. Num determinado momento, percebemos que estamos vivendo um momento muito bom e que as perspectivas com a continuidade do projeto “Um futuro melhor” são muito favoráveis. Nada de planos utópicos, mirabolantes, vide “Aquário Público”, “Cidade Natação”, simplesmente investimentos em infra-estrutura e no ser humano. Portanto, tratemos de focar com mais acuidade as nossas visões. Não deixemos nos enganar com falácias eleitoreiras. Podemos até não gostar de alguém, podemos até ter divergências idealistas, podemos e devemos ter opinião, contudo não podemos deixar de ver aquilo que realmente acontece, sem subterfúgios, sem salamaleques. O atual governo é bom!

terça-feira, 15 de julho de 2008


Tenho a nítida impressão de ser caótico, incoerente, diverso, sou apenas aquilo que chamamos de possibilidade. É assim que sou é assim que a maioria dos seres humanos são. Não cabe a ninguem julgar. O que cabe é a experiência, a certeza de estar vivenciando tudo que a nós possa interessar. Sou hedonista, nem tanto quanto os sofistas, mas acredito que o prazer de estar vivo passa pelas sensações... E elas são tantas, intensas ou não, elas pairam no ar a espera de quem tenha a sensibilidade de pegar. " Cada um sabe a delícia e a angústia de ser o que é". Assim, caminhamos em busca de algo que nem sempre sabemos o que é... Porém, saber para qual finalidade? Quantas vezes é melhor saber ou viver? Se penso que sei, não faço. Se faço sem saber, regozijo. Saber e regojizar-se. Qual escolher? Somos contraditórios por natureza e naturalmente somos compelidos, um para o outro, vezes... Quantas vezes mais? O importante de se refletir sobre questões tão estranhas é que podemos verificar a fragilidade de nossa ânima e perceber a inquietude, o fogo que ainda arde, a brasa que queima, o frio na espinha... Aquela coisinha que sentimos subindo e descendo na barriga, uma sensação comum quando se tem dezessete anos... " Volver a los dezessete"...Sexo é exercício que fortalece a ânima. Amor é tolerância. Será que teremos outras vidas? Ou ela será apenas um fluxo perpétuo? Não importa...O importante é a compreensão hedonista da vida e acreditar no imponderável.

sexta-feira, 4 de julho de 2008



O QUE UMA ESCRITORA HOLANDESA FALOU DO BRASIL

Os brasileiros acham que o mundo todo presta menos o Brasil, realmente
parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos
positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos,
enquanto no Brasil se maximizam os negativos. Aqui na Holanda, os
resultados das eleições demoram horrores porque não há nada
automatizado. Só existe uma companhia telefônica e pasmem!: Se você
ligar reclamando do serviço corre o risco de ter seu telefone
temporariamente desconectado. Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém
tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo - ou de lavar as
mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os
atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou
a carne. Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas
fritas enroladas em folhas de jornal - e tem fila na porta. Na Europa,
não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri
na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador. Em Paris, os
garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer
garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de 'Como
conquistar o Cliente'. Você sabe como as grandes potências fazem para
destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para
observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e
geralmente na hora em que estamos emotivos. Vocês têm uma língua
que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é
chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a
chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com
os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa. Os
brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças,
cultura, língua, etc... Os brasileiros mais esclarecidos sabem que
temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais. Os dados
são da Antropos Consulting: 1. O Brasil é o país que tem tido maior
sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente
transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial. 2. O Brasil é o único
país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma. 3.
Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do
Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária. 4. Nas eleições de
2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava
informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos
de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a
atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos,
onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes,
atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.
5.. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros
representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina. 6. No
Brasil, há 14 fábricas de veículos instalados e outras 4 se
instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma. 7.
Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.
8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com
650 mil novas habilitações a cada mês. Na telefonia fixa, o país
ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas. 10. Das
empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000,
maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são
apenas 300 empresas e 265 na Argentina. 11. O Brasil é o segundo maior
mercado de jatos e helicópteros executivos. Por que vocês têm esse
vício de só falar mal do Brasil?1. Por que não se orgulham em dizer
que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com
mais de 50 mil títulos novos a cada ano? 2. Que têm o mais moderno
sistema bancário do planeta?3. Que suas agências de publicidade
ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?4. Por que não falam
que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos
brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo
em trabalhos voluntários?5. Por que não dizem que é hoje a terceira
maior democracia do mundo?6. Que apesar de todas as mazelas, o
Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre
em outros países ditos civilizados?7. Por que não se lembram que o
povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a
língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los
bem? 8. Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da
própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando? É! O Brasil
é um país abençoado de fato. Bendito este povo, que possui a magia
de unir todas as raças, de todos os credos.Bendito este povo, que sabe
entender todos os sotaques. Bendito este povo, que oferece todos os
tipos de climas para contentar toda gente. Bendita seja querida pátria
chamada Brasil!Divulgue esta mensagem para o máximo de pessoas que
você puder. Com essa atitude, talvez não consigamos mudar o modo de
pensar de cada brasileiro, mas ao ler estas palavras irá, pelo menos,
por alguns momentos, refletir e se orgulhar de ser BRASILEIRO!!!

quinta-feira, 15 de maio de 2008


Chove lá fora e o ambiente parece serrano. Folhas caídas, frio, chuva fina e quase ninguém na rua. Lá vou eu em busca do pão nosso de cada dia. Caminho sozinho. Penso. Se penso, logo existo, né? Pois é, assim caminhamos pela vida. Fazendo coisas simples e filosofando sempre. Filosofar é preciso, podem acreditar. Pois nesse pequeno trajeto, entre minha casa e a padaria, observo a cidade. Aonde será que perdemos aquilo que viemos procurar? Aí precisamos refletir sobre o que seria uma perda. Seria algo que supomos ter? Na realidade é uma privação. Podemos não ser os donos, pois pode ser algo que apenas necessitamos. E necessitamos de tantas coisas, não é mesmo? Necessitamos de dinheiro, de roupas, de calçados, de remédios, de água, de comida, enfim... Coisas essas que fazem a vida girar, girar. Além disso, meus queridos leitores, necessitamos de flores, da terra, do céu, do mar, das nuvens e fundamentalmente de pessoas. Não há um ser humano, neste misterioso planeta terra, que possa ficar sem uma pessoa para se relacionar. A ausência do semelhante é o fim. Cada um de nós tem algo a procurar. Diferentemente dos animais, somos seres que abstraímos. Criamos ilusões e muitas vezes a perseguimos de forma errada. E se cometemos erros de procura talvez estejamos criando falsas ilusões. Ainda estou a caminhar em direção ao pão que um dia foi trigo e entendo enfim meus pensamentos. É que viemos morar num balneário que tinha mais ou menos doze mil habitantes e nossas ilusões eram outras. Queríamos paz, ar puro, praias limpas, ruas de terra. Queríamos gente simples e cortês, queríamos a sensação de que o tempo não passava. Queríamos o barquinho voltando cheio de peixes lá na Boca da Barra e o pescador, amigo, nos oferecendo uma bicuda. Queríamos esquecer a bicicleta na praça José Pereira Câmara e no dia seguinte buscá-la, no mesmo lugar. Queríamos o papo longo na porta da padaria Mania de Pão, a carne assada com salada de tomate do Bar do Sabiá, lá no Nova Aliança ou era Caranguejo? Queríamos o pôr do sol lá no quiosque da Maria, o piquenique no camping do bosque, queríamos observar a cidade do mirante da Av. Amazonas, a cerveja gelada no bar do Pompeu, lá no Mariléia, queríamos andar de pedalinho na praia do centro. Queríamos e fazíamos tudo isso. Assim desperto de minha reflexão e percebo que não conheço a vendedora que me atende, recebo o troco da caixa que não conheço, esbarro num semelhante desconhecido, e volto para casa com o sentimento de que continuarei procurando por algo que já não me pertence mais.

terça-feira, 1 de abril de 2008

01/04/2008 - 11h48
Gilberto Gil faz apresentação em Londres com sua voz e um violão
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LONDRES, 1 Abr 2008 (AFP) - Acompanhado apenas por um violão e sua voz, o músico e ministro brasileiro da Cultura, Gilberto Gil, apresentou em Londres seu repertório de samba, bossa nova, afoxé e samba-reggae, falou de futebol e um pouco de política diante de um público em êxtase, que o recebeu e se despediu dele de pé.

Em um show realizado na segunda-feira à noite no centro Barbican, um dos principais palcos de Londres, o cantor e compositor de 66 anos hipnotizou a sala com canções de seu álbum "Gil Luminoso" (2007), que se caracteriza por seu minimalismo e espiritualidade, e com outras inéditas para o público internacional.

Com seu longo cabelo com dreadlocks presos em um rabo-de-cavalo, Gil aqueceu a sala com o samba carioca "Aquele Abraço" e conversou com o público sobre os ritmos apresentados, como o afoxé da Bahia e o baião do nordeste brasileiro.

"Sei que este show se chama Solo. Mas por favor, dêem as boas-vindas ao meu filho, Ben Gil, no violão", pediu ao público o músico, que ocupa a pasta de ministro da Cultura do Brasil desde 2003.

Falou também um pouco de futebol. "Os brasileiros e o futebol, não há escapatória", disse o músico, que teve diagnosticado recentemente um pólipo em suas cordas vocais.

Com sua voz especial, Gil interpretou também vários temas em inglês, entre eles uma versão de "When I am 64", de Paul McCartney, e "No woman no cry", do jamaicano Bob Marley, que o compositor baiano disse que marcou profundamente sua carreira.

Também tocou novas músicas de seu próximo álbum, que chegará às lojas em junho, como "Despedida de Solteira", e contou que está "conseguindo dedicar mais tempo à composição", arrancando aplausos do público.

Em uma entrevista concedida nesta terça-feira à rádio britânica BBC, Gil explicou que a música apresentada no show "é diferente" da de outras turnês, porque não inclui uma banda, além de ser mais íntima, mais sensível.

"Aquela era uma música mais barulhenta e dinâmica, incluindo geralmente uma banda. Esta música é mais suave", explicou Gil à BBC.

"É mais sensível, só eu e o violão", acrescentou Gil, afirmando que em suas canções aborda sempre diferentes temas, como "relações amorosas, buscas existenciais, política, filosofia, ciência, tecnologia".

Na entrevista, Gil enfatizou a importância da cultura e da arte para mudar as coisas, sem subestimar o poder da política.

"Diria que cerca de 80% do meu tempo e energia são dedicados ao Ministério da Cultura e 20% à minha música", disse o fundador nos anos 60, ao lado de Caetano Veloso, Maria Bethânia e Gal Costa, do movimento Tropicalia, que revitalizou a música e as artes brasileiras.

Diante do comentário de que "não é muito convencional" que um ministro da Cultura faça apresentações, Gil respondeu que "o governo de Lula não é convencional".

A sala também não parecia ser, com um público de pé, dançando com suas músicas suaves e cadenciadas e levando Gil ao bis com seus aplausos.

Seu amigo Caetano Veloso disse certa vez: "Gil crê em Deus. Eu creio em Gil". Uma declaração de amor com a qual o público londrino pareceu concordar.
do UOL Diversão e Arte



A calamidade é não enxergar isso!