sábado, 6 de setembro de 2008





Setembro está aí. Chegou finalmente o derradeiro mês de campanha eleitoral. Desde Julho nós nos acostumamos com centenas de pessoas, coloridas, enfeitando as ruas de Rio das Ostras. Bandeiras, faixas, bicicletas (aliás, não entendi essas bicicletas. Elas ficam paradas. Estranho, né?) e muito papelzinho. Dessa vez não tivemos brindes, tais como, canetas, chaveiros, camisetas, bonés e etc. Ordens eleitorais. Aliás, essa campanha perdeu um pouco da alegria por causa de tantas restrições. Contudo, ainda acho que ficou melhor. Mais limpa. Menos barulhenta. Obrigando os concorrentes a falarem mais e assim se expondo dão ao eleitor uma oportunidade de avaliar melhor o candidato. Claro, quem não tem discurso com conteúdo ficou prejudicado, não é mesmo? Uma coisa permaneceu. Nomes engraçados. Chega a ser cômico. Se não vejamos; Caju Chaveiro- Bicho de Pé- Marcelo do Cachorro Quente-Célia das Flores- Evilásio Voador e essa impagável “IN SÔNIA”- .
Em relação à campanha majoritária o nível está legal. Em Cabo Frio, Marquinhos Mendes disputa com Jânio do PDT e Alair Corrêa. Em Macaé, Dr Aluísio desponta e põe fogo na campanha. Riverton que se cuide. Em Casimiro não tenho a menor dúvida de que a eleição está definida em favor de Zé Alexandre e Ramon. E por aqui, em Rio das Ostras, o atual prefeito cresce de forma real. Salta aos olhos nas ruas da cidade. Ganha, a eleição ainda não está, até porque eleição se ganha por um voto, não é mesmo? Então é preciso esperar a contagem final para comemorar sem sustos. Agora por que será que a campanha do atual prefeito cresceu? Tenho a impressão de que se deve a forma como ele a encaminhou. Como o prefeito não é obrigado a sair do cargo fica muito difícil ele atuar nas ruas como um candidato que está livre para só se preocupar com a campanha. Assim, muitas vezes ele é obrigado a ir a compromissos cotidianos. Solicitações da população, de empresários, políticos de outros municípios, enfim... Uma infinidade de compromissos que o prejudica no cerne do pleito. Então, só lhe restava a alternativa de se deslocar para reuniões cotidianamente, visitando famílias e dando prestígio a candidatos a vereador de sua coligação. Nessas reuniões, sem atacar o adversário político, leva suas convicções aos presentes, faz um apanhado de suas realizações e divulga seu plano de governo. Quando consegue, anda pelas ruas conversando principalmente com os comerciantes e ouvindo desses suas aflições e propostas para o setor. Quando pode, se desloca para almoçar em restaurantes diversos, prestigiando vários comerciantes do ramo de alimentação. Assim, consegue atingir o objetivo principal de uma campanha política. Qual? Prestar contas à população do que foi gasto com o erário público e ouvir da mesma população suas reivindicações, suas idéias, seus sonhos. Tenho certeza de que essa estratégia de fazer reuniões nas casas de família foi a mais acertada. Hoje não podemos mais ter showmícios, o que atraía muita gente. Hoje só podemos ter comício. O que leva o candidato a ter que fazer apenas discurso, e aí, a população menos politizada não gosta muito e acaba não comparecendo. Quando o atual prefeito relata seus feitos, cara a cara com o eleitorado, fica clara para quem assiste a satisfação dos ouvintes. Eles passam a compreender a importância que teve dar continuidade às obras iniciadas no governo anterior. Eles passam a entender que o dinheiro público precisa ser gasto com responsabilidade. E entende que não se pode comparar oito anos com apenas três e meio. Não é justo. Essa é a verdade! Que nos próximos dias a população possa refletir de forma séria sobre o que deseja para a nossa cidade. Se quer uma administração voltada para o desenvolvimento econômico ou outra, que de mais valor ao marketing e a projetos mirabolantes que muitas vezes não saem do papel? O bom senso da população dirá.